A identificação precoce de lesões corporais e o manejo sanitário adequado são fundamentais para conter o sofrimento animal e evitar o descarte de peças de carcaça na indústria frigorífica.
Respondendo ao questionamento do pecuarista Beto Nominato, de Governador Valadares (MG), no quadro “Giro do Boi Responde”, o médico-veterinário Guilherme Vieira abordou o diagnóstico de alterações musculares. O criador relatou a suspeita de um hematoma interno em uma rês do rebanho e questionou a possibilidade de haver um abscesso profundo sem que exista uma formação externa saliente no couro do animal.
Conforme a explicação do especialista, a resposta é afirmativa: abscessos e formações purulentas podem sim se desenvolver nas camadas musculares profundas do bovino sem apresentar o inchaço volumoso característico na pele.
A lesão muitas vezes começa como um hematoma, acúmulo de sangue decorrente de contusão ou trauma, que subsequentemente é contaminado por bactérias presentes na circulação ou introduzidas por perfurações, evoluindo para uma bolsa oculta contendo pus, tecidos necróticos e células de defesa.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Cuidados e manejo adequado
O veterinário faz um alerta rigoroso contra o manejo empírico e a intervenção de leigos na propriedade rural.
