Pesquisadores da iniciativa de segurança SSD Secure Disclosure identificaram uma vulnerabilidade grave em processadores móveis da fabricante chinesa Unisoc. A brecha permite que invasores obtenham controle total sobre o núcleo do sistema operacional Android por meio de uma chamada de vídeo em redes 4G (VoLTE), desde que a vítima atenda à ligação. O relatório técnico com os detalhes do problema foi publicado nesta segunda-feira (17).
Os componentes da Unisoc equipam diversos aparelhos populares no mercado global, como os modelos E13 (Motorola), C33 (Realme) e Redmi A5 (Xiaomi). A fabricante, sediada em Xangai, na China, fornece semicondutores para marcas de tecnologia com presença comercial em mais de 140 países.
A brecha ocorre por causa de uma falha de projeto no chip. O processador responsável pelo modem de telefonia e o processador principal do celular compartilham o mesmo espaço físico de memória, sem barreiras de proteção adequadas. Assim, invasores que operam uma rede privada de telefonia conseguem enviar dados corrompidos durante a ligação e transferir o código malicioso do modem direto para o núcleo do Android, no qual assumem privilégios máximos de administrador.
De acordo com o documento técnico da SSD Secure Disclosure, a ausência de divisão interna representa um risco crítico.
