O juiz de Nova York responsável pelo processo estadual de homicídio contra Luigi Mangione adiou, na prática, o julgamento previsto para setembro, ao conceder aos promotores quase dois meses para contestar os argumentos da defesa de que o réu estaria sendo processado ilegalmente, sob a alegação de double jeopardy (princípio que proíbe um novo julgamento pelo mesmo crime), caso o processo estadual prossiga.
Em uma decisão emitida nesta segunda-feira (17), o juiz Gregory Carro determinou que os promotores de Manhattan respondam, até 9 de outubro, à petição da defesa que pede a extinção do processo estadual de homicídio com base em argumentos constitucionais e na proibição de duplo julgamento pelo mesmo crime. Ele agendou a próxima audiência judicial para 10 de dezembro.
Na sexta-feira (14), Mangione declarou-se culpado de duas acusações federais de perseguição e admitiu ter matado a tiros o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. Seus advogados apresentaram imediatamente uma petição para extinguir grande parte do processo estadual, no qual ele responde por homicídio em segundo grau e acusações relacionadas a armas.
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A declaração de culpa ocorreu menos de um mês antes do início previsto para a seleção do júri no julgamento estadual, marcado para 8 de setembro.
