Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma greve em três unidades do órgão nesta segunda-feira, 17. Segundo a Associação dos Servidores do IBGE (Assibge), a paralisação ocorre na unidade da Bahia e em dois locais no Rio de Janeiro: a sede e a Superintendência Estadual.
A entidade afirma que o movimento é resultado de uma relação “muito conflituosa e desgastante” com a gestão do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, marcada, segundo os trabalhadores, por decisões “unilaterais” e “autocráticas”.
IBGE: ingerência e risco à credibilidade
Entre as principais reclamações estão mudanças no regime de trabalho, alterações na remuneração de agentes de coleta de dados e questionamentos sobre a condução administrativa do instituto. O sindicato também acusa a direção de comprometer a autonomia técnica e a transparência na produção das estatísticas oficiais.
A Assibge manifestou preocupação ainda com o uso de dados fornecidos por grandes empresas de tecnologia em substituição a parte da coleta tradicional. Para a entidade, a medida pode afetar o sigilo estatístico e a credibilidade das informações produzidas pelo órgão, que há décadas é responsável pelos principais indicadores econômicos e sociais do país.
