A inteligência artificial (IA) está levando profissionais experientes a abandonar cargos de gestão para voltar à execução direta de tarefas, segundo artigo publicado na Fortune no domingo, 16, pela estrategista de GTM (Go-To-Market) Juliana Chyzhova. A estrategista de marketing afirma que a mudança, associada à chamada “descentralização consciente” entre jovens da Geração Z, também começa a ser adotada por profissionais em posições mais avançadas. Para ela, ferramentas de IA permitem que uma única pessoa realize atividades que antes exigiam equipes inteiras.
Chyzhova conta que chegou ao cargo de CMO e chegou a comandar uma equipe de 65 pessoas antes de decidir voltar a trabalhar individualmente. Atualmente, como responsável pelo marketing da AGI Inc., diz produzir textos e apresentações, administrar canais e conduzir lançamentos sem uma equipe dedicada. Segundo ela, nos quatro meses anteriores à publicação do artigo, realizou dois anúncios de parcerias, um rebranding e lançou estratégias para três linhas de produtos.
A autora também cita uma queda no engajamento de gestores registrada pela Gallup, de 27% para 22% em um ano, a maior retração anual apontada pela pesquisa.
Outro exemplo é o de Elena Verna, ex-chefe de crescimento da Lovable, que deixou o cargo para voltar à execução.
