A publicação da portaria do Ministério da Fazenda que autoriza a equalização das taxas de juros nas novas operações destinadas à renegociação de dívidas rurais destravou uma etapa importante para a operacionalização das linhas de crédito. Apesar do avanço, representantes do agronegócio alertam que os produtores ainda encontram dificuldades para acessar os recursos.
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O documento foi publicado após a regulamentação da Medida Provisória 1.376/2026 e permite que as instituições financeiras habilitadas avancem na implementação das operações de renegociação.
A portaria saiu um dia depois de mais de 20 entidades ligadas ao agronegócio entregarem à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um manifesto cobrando do governo federal medidas para viabilizar, na prática, as linhas anunciadas.
Com a publicação, uma das principais reivindicações do setor foi atendida. Agora, porém, as atenções estão voltadas à capacidade dos bancos de receber os pedidos e efetivar as renegociações.
Setor pede prorrogação de prazo
A presidente-executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, afirma que a regulamentação permite às instituições financeiras avançarem na implementação das linhas, mas destaca que ainda existe uma distância entre a criação do programa e o acesso efetivo pelos produtores.
