Os preços do cacau encerraram a sessão desta segunda-feira (17) em forte alta no mercado internacional. Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em setembro subiu 5,13% e terminou o dia negociado a US$ 6.069 por tonelada.
Segundo o Barchart, o cacau em Nova York atingiu durante a sessão a maior cotação em uma semana e meia. Entre os fatores que sustentaram os preços esteve a queda do índice do dólar, que recuou para o menor nível em dois meses e uma semana.
“Um dólar mais fraco tende a favorecer as commodities negociadas na moeda norte-americana, ao tornar os contratos mais atrativos para compradores que utilizam outras moedas”, informou o Barchart.
O café arábica avançou nesta sessão, com os preços sustentados pelo ritmo mais lento da colheita brasileira. Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em dezembro registrou alta de 1,15% e encerrou a sessão cotado a US$ 3,17 por libra-peso.
Durante o pregão, o Barchart apontou que o arábica atingiu a maior cotação em seis semanas, em um movimento associado às preocupações com o avanço da safra de café no Brasil.
Segundo a Safras & Mercado, a colheita da safra brasileira 2026/27 estava 90% concluída até 12 de agosto. O percentual ficou abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 94% dos últimos cinco anos.
Entre os cafés arábica, 86% da safra havia sido colhida até a mesma data, ante 95% um ano antes.
Na Cooxupé, o ritmo também permanece abaixo do registrado em 2025.
