A maioria das principais empresas americanas deixou de adotar critérios explícitos de diversidade na escolha de integrantes de seus conselhos de administração nos últimos três anos. Segundo análise da ESGAUGE feita com base em documentos de governança e registros corporativos para a Bloomberg News e publicada na terça-feira, 11, 61 das empresas que integram o índice S&P 100 retiraram essas regras desde 2023.
O levantamento mostra um recuo nas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) adotadas por grandes companhias dos EUA. Entre as empresas que eliminaram referências específicas a gênero, raça, etnia ou grupos sub-representados estão Apple, Alphabet, Amazon, Starbucks e Wells Fargo. O movimento ganhou força no último ano, em meio à ofensiva do governo de Donald Trump contra programas de DEI em órgãos federais, universidades e empresas contratadas pelo governo.
“É sempre mais fácil destruir algo do que construir”, disse Heather Spilsbury, diretora executiva da 50/50 Women on Boards, organização que defende a paridade de gênero em conselhos de administração.
Recuo também chega à sucessão de CEOs
A mudança não se restringe à composição dos conselhos. Seis empresas, Advanced Micro Devices (AMD), Capital One, Microsoft, Starbucks, Uber e Wells Fargo, haviam adotado critérios semelhantes para processos de sucessão do principal executivo. De acordo com a ESGAUGE, todas, com exceção da Microsoft, retiraram essas exigências.
