O julgamento que pode definir o futuro da Oi será retomado em 25 de agosto, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A empresa já teve a falência decretada em 2025, mas o procedimento foi suspenso antes que a decisão se tornasse definitiva.
A suspensão aconteceu após uma decisão do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, que interrompeu a homologação da venda da participação da Oi na V.tal. O negócio havia sido estimado em R$ 4,5 bilhões.
Com a retomada do processo, a Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-RJ voltará a analisar se a Oi deve ou não entrar definitivamente em processo de falência. Caso o entendimento pela quebra seja mantido, a empresa poderá encerrar definitivamente suas atividades.
O resultado, porém, ainda pode ser influenciado por outros fatores. Entre eles estão os pedidos de garantias apresentados por entidades que representam trabalhadores e bancos que concederam empréstimos à Oi ao longo dos anos.
Outro ponto relacionado ao processo envolve a venda de ativos da companhia. A desembargadora Simone Gastasi Chevrand negou pedidos para que a Oi pudesse se desfazer de determinados ativos de maneira mais rápida com o objetivo de cumprir compromissos financeiros.
Apesar de reconhecer o estado de colapso da empresa, a magistrada considerou que não seria adequado ultrapassar etapas consideradas essenciais para a venda de divisões como a Oi Soluções.
A situação dessa unidade também é complicada.
