Apontado como “braço” financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), Wagner Rodrigo dos Santos, conhecido como “Branquinho” ou “Peixeiro”, teria ordenado, entre 2018 e 2019, remessas de US$ 13 milhões para os cofres da facção, provenientes do tráfico de drogas na Baixada Santista, no litoral de São Paulo.
De acordo com a acusação do Ministério Público, a qual a CNN Brasil teve acesso, “Branquinho” exercia funções de alta liderança e gestão financeira dentro do PCC, sendo um dos principais responsáveis pela exportação e tráfico internacional de drogas na região litorânea.
O documento aponta que ele atuava de maneira central no chamado “Setor do Arame”, pelo qual teria movimentado, em apenas dois anos, mais de R$ 7 milhões em remessas diretas para os cofres da organização. Além disso, Branquinho é classificado por atuar na ocultação da origem do dinheiro através da conversão de grandes quantias em dólares.
Segundo o MP, ele chegou a movimentar aproximadamente US$ 13 milhões, arrecadados em razão do exercício do comércio adulterado de tóxicos na Baixada Santista. Para a acusação, o montante confirma que ele era responsável pelo “tomate” do PCC, ou seja, pelo tráfico internacional.
Wagner é apontado ainda como um dos envolvidos no sequestro do advogado Rafaell Roque, na Baixada Santista, em junho deste ano. O crime teria ocorrido após uma disputa empresarial envolvendo três quiosques de venda de peixe no Guarujá, no litoral paulista.
