As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) acumulam desvalorização de 99,86% desde o pico histórico, em 2020, quando os papéis chegaram a ser negociados a cerca de R$ 489,08. No dia 14 de agosto, último pregão antes do anúncio do pedido de recuperação judicial, os papéis fecharam a R$ 0,66. Já nesta 2ª feira (17.ago.2026), pela manhã, os títulos eram negociados a R$ 0,46, segundo dados do pregão, uma queda de 30% em relação ao fechamento anterior.
Na noite de domingo (16.ago), o Grupo Casas Bahia anunciou o protocolo do pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. O pedido abrange a companhia e outras 9 empresas do grupo, com o objetivo de reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. O documento foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais, e ainda precisará ser ratificado por acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
Com a cotação abaixo de R$ 1, as ações passaram a integrar o grupo conhecido no mercado como “penny stocks”. Esse patamar costuma refletir empresas em grave dificuldade financeira; o preço reduzido, por si só, não significa que uma ação está barata. Desde o 1º pedido de recuperação extrajudicial da empresa, em abril de 2024, quando as ações valiam R$ 7,30, os títulos acumulam perda de 87,9%.
Causas da desvalorização
Na petição de recuperação judicial, a Casas Bahia atribuiu a crise a uma combinação de fatores.
