O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado dos EUA, Jared Kushner, nesta segunda-feira (17), que Israel não retiraria nenhuma de suas forças de Gaza nem permitiria o início da reconstrução até que ocorresse o desarmamento completo do Hamas, segundo uma autoridade israelense de alto escalão.
Os dois também concordaram que um general americano supervisionaria a desativação do arsenal do Hamas, disse a autoridade, o que seria o primeiro passo para a desmilitarização do enclave.
O grupo palestino recusou-se a desarmar-se, a menos que isso fosse acompanhado pelo fim dos ataques israelenses quase diários a Gaza e pelo início da retirada das forças israelenses que atualmente ocupam mais da metade do território.
O diretor Nickolay Mladenov e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair também participaram da reunião. Segundo um comunicado oficial do gabinete de Netanyahu, o grupo concordou em criar grupos de trabalho sobre desarmamento e sobre questões de saneamento, água potável e saúde pública.
De acordo com outra fonte israelense, Netanyahu afirmou que avançar no plano de cessar-fogo de 15 pontos da administração Trump para Gaza seria “problemático” devido às próximas eleições no país, que devem ocorrer este ano.
A fonte também disse à CNN que Netanyahu insistiu que Israel não alteraria sua política de realizar ataques direcionados para eliminar comandantes do Hamas.
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