A ASSIBGE (Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE) declarou nesta 2ª feira (17.ago.2026) que a paralisação é resultado de uma relação “muito conflituosa e desgastante” com a gestão de Márcio Pochmann, marcada por decisões “unilaterais” e “autocráticas” em temas considerados sensíveis para o órgão.
A Superintendência do Rio de Janeiro (SES-RJ) aderiu à greve. Uniu-se às unidades da Bahia e da sede, no Rio de Janeiro, que já haviam paralisado.
Os trabalhadores disseram que a greve visa a proteger a “autonomia técnica” do IBGE e evitar que o cálculo de índices sofra interferências ou “ajustes de acordo com o interesse do cliente”.
Também citaram a importância da isenção no cálculo de indicadores e criticaram o uso de dados de big techs em substituição à coleta técnica tradicional, o que, segundo o sindicato, coloca em risco o sigilo estatístico e a credibilidade de 90 anos do órgão.
A ASSIBGE afirmou que, até o momento, não há indicativos de atraso na divulgação de indicadores econômicos.
