O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta 2ª feira (17.ago.2026) que o crescimento do crédito sem garantia exige atenção e pode causar um “efeito bola de neve” para os consumidores.
Durante participação em conferência do Santander, Galípolo disse que o Brasil passou por um processo de forte inclusão financeira, com mais pessoas tendo acesso a contas e serviços financeiros. Segundo ele, porém, parte desses consumidores tem entrado diretamente em modalidades de crédito mais caras e emergenciais.
“No Brasil, a gente viu esse cliente entrar diretamente para essa linha emergencial e esse limite do cartão de crédito sendo visto como uma disponibilidade de renda que existia. E aí você passa a criar um efeito bola de neve porque são taxas de juros elevadas justamente por não terem garantias, com comprometimento de rendas crescentes. Isso gera uma exponencialidade.”
Galípolo afirmou que, em outros países, é comum o consumidor começar com linhas de crédito de juros mais baixos e com garantias e, posteriormente, migrar para modalidades mais caras conforme sua situação financeira se deteriora.
“É comum a gente assistir à jornada desse cliente, nos outros países, migrar de linhas de crédito que eram linhas de crédito com taxa de juros mais baixa, com garantia. Ele vai se deteriorando e vai sendo empurrado para linhas de crédito piores, mais emergenciais.
