O presidente Luiz Inácio Lula da Silvavoltou a criticar neste domingo, 17, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao relembrar a decisão que restringiu sua ida ao funeral do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em 2019. Durante um ato de campanha em São Bernardo do Campo (SP), o petista afirmou que a medida partiu de um ministro que havia sido indicado por ele ao Supremo.
Sem mencionar Toffoli pelo nome, Lula comparou o episódio ao período em que esteve preso durante a ditadura militar e recebeu autorização para acompanhar o enterro da mãe, Dona Lindu.
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“Você veja a diferença. No tempo da ditadura militar, um delegado de polícia permitiu que eu saísse da cadeia para vir no enterro da minha mãe", disse Lula. "Agora, no regime democrático, um juiz, um ministro que eu indiquei não permitiu que eu saísse da cadeia para vir no enterro do meu irmão Vavá.”
Na sequência, o petista afirmou que o episódio, em sua avaliação, demonstraria que a conduta de uma pessoa deve ser medida por seus valores. “Os homens são medidos pelo caráter, pela dignidade, pela criação que ele teve de berço”, declarou.
Decisão impediu ida de Lula ao funeral
Vavá morreu em 29 de janeiro de 2019, aos 79 anos, vítima de câncer. Naquele período, Lula estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em decorrência da condenação no âmbito da Operação Lava Jato.
