Executivos de bancos privados afirmaram nesta segunda-feira (17) que a possível tributação das letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), se confirmada, elevará o custo de captação das instituições financeiras e tende a ser repassada ao tomador do financiamento. A avaliação foi apresentada durante debate sobre financiamento imobiliário na conferência anual do Santander.
Segundo o diretor de Crédito Imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque, a tributação levaria os investidores a exigir remuneração maior para aplicar em LCIs. Ele afirmou que, atualmente, o instrumento tem custo abaixo da Selic por conta da isenção tributária e projetou aumento no custo do crédito imobiliário caso a mudança avance.
A mesma avaliação foi apresentada pelo diretor de Negócios Imobiliários do Santander, Paulo Duailibi. De acordo com o executivo, a expectativa é de aumento no custo de emissão das letras, o que, na visão dele, reforça a importância de manter a isenção.
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Duailibi afirmou ainda que as LCIs vêm ampliando participação como fonte de recursos para o crédito imobiliário, em um cenário de redução da disponibilidade de recursos das cadernetas de poupança. Segundo ele, o estoque de LCIs superou R$ 500 bilhões e já responde por cerca de 20% do funding do setor.
