Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
Casas Bahia, Marabraz, Americanas, GPA e Marisa estão entre as grandes empresas do varejo brasileiro atingidas por crises financeiras nos últimos anos, com impactos que vão de reestruturações e fechamento de lojas a processos de recuperação.
De móveis e eletrodomésticos a alimentos e roupas, os casos são diferentes, mas ajudam a revelar uma pressão que atravessa o setor: o dinheiro ficou mais caro justamente quando a forma de vender e competir também mudou.
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Juros elevados e crédito caro reduzem o espaço das famílias para parcelar compras e, ao mesmo tempo, encarecem as dívidas e o funcionamento das empresas.
Enquanto isso, marketplaces, comércio eletrônico e concorrência internacional aumentam a disputa por preços e reduzem o espaço para as empresas ganharem em cada venda, além de exigir investimentos em tecnologia e logística.
Nesse cenário, ficam mais vulneráveis as empresas que geram pouco dinheiro com a própria operação, acumulam estoques, mantêm estruturas físicas caras ou têm dívidas difíceis de pagar.
O primeiro choque: o crédito caro chega ao consumidor
Uma parte importante dessa pressão começa no bolso das famílias.
Quando a taxa básica de juros está alta, o custo do dinheiro também tende a subir. A Selic, que serve de referência para as demais taxas da economia, está em 14% ao ano.
Juros altos, crédito caro e marketplaces: os choques que pressionam o varejo brasileiro
