O Grupo Casas Bahia protocolou, no fim da noite deste domingo, 16, um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A decisão foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em fato relevante. A varejista informa que tem um passivo total de R$ 17,3 bilhões.
A empresa entrou com pedido de recuperação judicial depois de registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre. O valor é 18 vezes maior que a perda de R$ 555 milhões apurada no mesmo período do ano anterior.
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Eventos não recorrentes de R$ 9,1 bilhões inflaram o rombo financeiro. O impacto inclui baixa de ágio, impostos diferidos e contingências com o fechamento de 298 lojas e a demissão de 3 mil funcionários.
O Conselho de Administração aprovou a decisão, e o acionista controlador a ratificou. O grupo convocará uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a ratificação do pedido.
Recuperação judicial da Casas Bahia: motivo
Em comunicado, a empresa atribui a deterioração das condições financeiras ao ambiente macroeconômico desafiador, marcado por "patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro". A companhia também citou a "não concretização de alternativas de liquidez" que vinham sendo estruturadas.
