As exigências de gastos elevados e rígidos têm se mostrado um entrave relevante à consolidação fiscal em diversos países da América Latina e do Caribe, segundo relatório da Moody’s.
De acordo com a agência, despesas obrigatórias previstas em lei e gastos política ou socialmente difíceis de reduzir diminuem a flexibilidade orçamentária, o que dificulta a redução de déficits, a estabilização da dívida e a resposta a choques.
A Moody’s comparou 18 países da região e concluiu que pagamentos de juros, salários, subsídios e transferências representam uma parcela grande - e crescente - das despesas.
Com isso, aumenta a dependência de medidas de receita potencialmente menos duradouras ou de cortes no investimento público como forma de ajuste fiscal.
“Melhorar a eficiência do gasto pode ajudar a conter o crescimento futuro das despesas, mas a polarização política provavelmente limitará a capacidade dos governos de implementar reformas - especialmente quando forem necessárias mudanças legislativas ou constitucionais”, afirma a Moody’s.
O relatório também destaca que cargas de dívida mais elevadas e uma consolidação fiscal desigual ampliaram as necessidades de ajuste na região.
Entre 2019 e 2025, os indicadores de endividamento aumentaram em 14 dos 18 países, com a mediana subindo para 55% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 45% no período.
