O Brasil iniciou uma articulação para ampliar a integração das cadeias produtivas de minerais críticos entre os países do Mercosul e o Chile, com foco em insumos considerados estratégicos para a transição energética.
Um acordo de cooperação técnica assinado entre o MME (Ministério de Minas e Energia) e a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) prevê a realização de estudos para identificar oportunidades de integração regional, agregação de valor e aumento da competitividade do setor mineral.
A cooperação terá duração inicial de 12 meses e será não reembolsável. Na prática, o trabalho deverá construir um diagnóstico sobre como os recursos minerais e as capacidades produtivas existentes nos países da região podem ser conectados em cadeias produtivas comuns.
Entre as ações previstas está o mapeamento do potencial mineral do Mercosul e do Chile.
O estudo também deverá projetar a demanda global por minerais estratégicos ligados à transição energética até 2050.
A iniciativa busca identificar oportunidades de cooperação em diferentes etapas da cadeia, incluindo tecnologia, produção e regulação. A intenção é avaliar não apenas onde estão os recursos minerais, mas também possibilidades de processamento e agregação de valor dentro da própria região.
O acordo prevê ainda a criação de uma base regional de dados minerais e a elaboração de um estudo comparativo dos marcos regulatórios dos países envolvidos.
