A cobertura de saneamento no Rio Grande do Sul tem preocupando a Agergs (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul), que admite uma incerteza sobre o cumprimento da meta de universalização.
O estado, que é o quarto mais rico da federação, conseguiu avanços e novos investimentos no setor, especialmente pela privatização da Corsan no fim de 2022. No entanto, ainda sofre com déficits e gargalos que trazem receios quanto ao cumprimento das metas.
Sancionado em 2020, o Marco Legal do Saneamento determina que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável, enquanto 90% à coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
Como mostrou a CNN, o Rio Grande do Sul precisará triplicar a cobertura atual, em um processo que exige investimentos estimados em cerca de R$ 21 bilhões. Ao todo, o estado coleta apenas 34,7% do seu esgoto e trata cerca de 25,4% do volume gerado, segundo dados do Instituto Trata Brasil.
O desafio para aumentar a cobertura recai sobre a Aegea, que assumiu as operações em 317 municípios do estado após a privatização da Corsan.
Em entrevista à CNN, o presidente da Agergs, Marcelo Spilki, afirmou não saber se o estado irá chegar no cumprimento das metas. Segundo ele, há “falta de mão de obra, equipamentos e materiais, além de problemas ligados a início de uma mudança tão radical na empresa”.
