O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (17), durante a 27ª Conferência Anual Santander, que a discussão sobre crédito no Brasil exige “juros civilizados”. Segundo ele, um dos caminhos para isso passa pelo lado fiscal, com a manutenção da trajetória de resultado prevista pelo governo.
Durigan disse que o governo tem enviado ao Congresso uma sinalização de continuidade do ajuste fiscal. Ao citar as Leis de Diretrizes Orçamentárias desde 2023, o ministro afirmou que a trajetória projetada sempre apontou para o superávit fiscal.
Na avaliação dele, o governo pretende perseguir o resultado fiscal previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Durigan afirmou ainda que o déficit público foi praticamente zerado e que, desde 2024, o resultado primário tem contribuído para a previsibilidade, embora ainda seja necessário estabilizar a trajetória da dívida.
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O ministro também declarou que espera colaborar para a redução do prêmio de risco e dos juros no país. Segundo ele, a atual gestão promoveu um ajuste de aproximadamente 2 pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) e esse esforço precisará ter continuidade.
Ao relacionar juros, risco e política fiscal, Durigan afirmou que o desafio aparece tanto no desenvolvimento nacional, pela emissão de títulos, quanto no ambiente empresarial.
