Ricardo Krause Esteves Najjar foi condenado a 24 anos de prisão por asfixiar e matar a própria filha, de 4 anos, em São Paulo, em dezembro de 2015. O réu também foi condenado por fraude processual. O julgamento terminou na noite de sexta-feira (14), após três dias de sessão no 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal Central de São Paulo, na Barra Funda.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a promotora de Justiça Luciana André Jordão atuou no julgamento. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e o réu não poderá recorrer em liberdade.
Os jurados reconheceram a prática de homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que o crime foi cometido contra a própria filha com o objetivo de esconder possíveis crimes anteriores e pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.
Também houve condenação por fraude processual. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o crime ocorreu porque o local dos fatos foi alterado para induzir o juízo e o perito a erro.
O caso teve início com a investigação da morte da menina de 4 anos, em dezembro de 2015. Desde então, a definição da responsabilidade criminal passou por diferentes julgamentos e recursos até a nova condenação pelo Tribunal do Júri.
Novo julgamento
Este não foi o primeiro julgamento de Najjar pelo caso.
