O número de mortos causados pelo terremoto de magnitude 7,7 na escala de Richter registrado no sábado, 15, na ilha de Flores, no sudoeste da Indonésia, subiu para 68, de acordo com as últimas informações divulgadas nesta segunda-feira, 17, pelas autoridades do país, que estimam em cerca de 13.000 o número de desabrigados.
O terremoto, que também deixou mais de uma centena de feridos, não causou, no entanto, desaparecidos, embora tenha sido seguido por cerca de 1.600 réplicas na província de Nusa Tenggara Oriental, segundo informações da emissora de televisão Kompas.
A situação levou milhares de pessoas a acampar em escolas, delegacias e repartições públicas, em um desastre que se tornou o mais mortal desde o terremoto de 2022, que deixou centenas de mortos em Java Ocidental.
A ONG Save the Children alertou que mais de 8.000 crianças enfrentam interrupções em sua educação devido ao terremoto na região mais ao sul do país, onde correm riscos à sua segurança.
Embora a extensão total da destruição ainda esteja sendo avaliada, mais de 900 residências foram danificadas pelo terremoto e pelas réplicas subsequentes. As infraestruturas públicas essenciais também foram afetadas, entre elas 87 estabelecimentos de ensino e 18 unidades de saúde, o que interrompeu serviços fundamentais para o bem-estar das crianças, conforme lamentado em um comunicado.
