O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou R$ 278,3 bilhões em ações com forte apelo eleitoral. Um painel do jornal O Estado de S. Paulo registrou a dinheirama aplicada pelo PT na corrida pela reeleição.
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A cartela de bondades inclui financiamentos habitacionais, linhas de crédito e subsídios para caminhoneiros e motoristas de aplicativo. A União bancou incentivos para programas sociais como o Pé-de-Meia e o Gás do Povo, além da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 7 mil por mês.
O pacote inclui manobras fora do orçamento federal. A gestão petista usou fundos públicos para o Desenrola Brasil e transferiu a conta da gratuidade do Luz do Povo para a fatura de energia das famílias de maior renda.
Ataque às regras
Lula criticou os limites impostos pela legislação durante uma agenda no Rio Grande do Norte em julho. O petista chamou a lei eleitoral de "papagaiada desgraçada". A norma proíbe a entrega de doações, o repasse de emendas e a presença de autoridades em inaugurações de obras no período de campanha.
A equipe econômica nega prejuízos às contas da União. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou no dia 24 de julho que as verbas foram aprovadas pelo Congresso. "Ainda que o subsídio implícito remeta à ideia de algum custo, é importante discutir também o retorno", declarou.
