O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) registrou queda de 0,51% em agosto, depois de recuar 1,13% no mês anterior, frustrando a expectativa de leve alta em meio à queda nos preços da energia.
Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses alta de 2,00%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (17) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de variação positiva de 0,09%.
O IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, caiu 0,69% em agosto, depois de recuar 1,76% no mês anterior.
“No IPA, o principal impacto veio do grupo de derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou recuo de 10%. Também merece destaque a variação dos produtos químicos, com queda de 1,48%”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
O IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do índice geral, registrou deflação de 0,47% no mês, ante alta de 0,23% em julho.
“Já nos preços ao consumidor, a principal contribuição para a desaceleração (partiu) de um mecanismo pontual: a aplicação do Bônus de Itaipu. O benefício, concedido às residências com consumo de até 350kWh, contribuiu de forma significativa para a queda de 8% da energia elétrica residencial no IPC”, completou Dias.
