Setores exportadores da indústria criticam a abertura do processo de reciprocidade contra a sobretaxa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Dirigentes avaliam que a decisão tem foco político e pode reforçar o discurso de soberania do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para empresas afetadas pelas tarifas, a iniciativa deve gerar poucos benefícios econômicos. Líderes industriais afirmam que a lei de reciprocidade não deve pressionar o governo de Donald Trump a negociar.
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Os empresários também alertam para a demora dos efeitos práticos. O processo exige aprovação de relatório, consulta pública e decisões finais antes da aplicação de qualquer contramedida. Segundo eles, esse trâmite pode levar mais de três meses.
Indústria diz que medida tem influência eleitoral
Exportadores afirmam que o governo considerou cálculos políticos ao adotar a medida. Ao jornal O Estado de S. Paulo, um dirigente do setor disse que o uso da reciprocidade se alinha ao discurso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre soberania nacional.
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O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também vê influência do período eleitoral na decisão. Para ele, a medida pode provocar mais transtornos do que benefícios na relação com os Estados Unidos.
