O anúncio repentino do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país reduzirá a escala de grandes exercícios militares com a Coreia do Sul, traz o risco de reacender preocupações de que as forças americanas estejam sobrecarregadas demais para apoiar aliados ocidentais cruciais ou manter a dissuasão contra autocracias que os ameaçam.
É também um presente para o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, em um momento em que ele intensificou a ameaça de sua nação à estabilidade global, e não ofereceu nenhuma concessão em troca.
Justo quando estavam prestes a começar os exercícios Ulchi Freedom Shield, com duração de dez dias e envolvendo dezenas de milhares de soldados, Trump disse que havia ordenado a redução da escala dos jogos de guerra, pois a Coreia do Norte tem se mostrado “não ameaçadora e respeitosa” para com a sua administração.
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“Esses exercícios não são apenas custosos, com grande parte das despesas sendo paga pelos EUA (como de costume!), mas também enviam um sinal totalmente inadequado e hostil”, publicou Trump na Truth Social durante o fim de semana.
A declaração do presidente é difícil de conciliar com as ações de Kim.
