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O iraniano que conceder entrevista a um veículo de comunicação de país considerado hostil, especificamente dos Estados Unidos e de Israel, poderá ser condenado a penas que variam de 6 meses a dois anos de prisão.
Esta punição é prevista em um projeto de lei aprovado neste domingo (16) pelo Parlamento iraniano, que proíbe também o contato não autorizado com embaixadas, organizações e instituições estrangeiras, dentro e fora do país.
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Além de se isolar ainda mais da comunidade global, ao ampliar este rigoroso filtro, o regime islâmico reforça as medidas destinadas a limitar a influência estrangeira e a controlar o fluxo de informações. Qualquer contato com a imprensa de fora requer autorização por escrito do Ministério de Relações Exteriores.
A pena para quem compartilhar informações que prejudiquem a segurança do Irã pode chegar a 30 anos de prisão.
A legislação, aprovada em primeira instância, ainda terá de passar por nova análise e pelo Conselho de Guardiões antes de entrar em vigor. O colegiado, formado por 12 membros, supervisiona o Parlamento, pode vetar leis e exerce papel decisivo na aprovação ou rejeição de candidaturas eleitorais.
O projeto amplia também o controle sobre a produção cultural.
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