A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Em fato relevante publicado no domingo (16.ago.2026), o grupo afirmou que o pedido foi aprovado depois de reunião do Conselho de Administração realizada na mesma data.
Segundo o comunicado, o pedido de recuperação judicial se dá em um “contexto de deterioração das condições econômico-financeiras enfrentadas pela Companhia, a qual foi impactada, dentre outros fatores, pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro”. Eis a íntegra (PDF - 567 KB).
De acordo com o jornal Valor Econômico, que teve acesso à petição, a Casas Bahia informou passivos de R$ 17,3 bilhões. Desse total, cerca de R$ 16,4 bilhões correspondem a credores quirografários (sem garantias), R$ 754 milhões a credores trabalhistas e cerca de R$ 154 milhões a microempresas ou empresas de pequeno porte.
O pedido incluiu também uma liminar para suspender o vencimento antecipado de dívidas e impedir que transportadoras retenham produtos que seriam vendidos pela empresa.
