O grupo filipino ICTSI fez um novo pedido ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra a operação apresentada pela suíça MSC e pela dinamarquesa Maersk para reorganizar o controle da BTP (Brasil Terminal Portuário) no âmbito da intrincada disputa em torno das regras para o leilão do Tecon Santos 10.
Em manifestação complementar à Superintendência-Geral do Cade, protocolada na quinta-feira passada (13), a ICTSI alega que um desinvestimento da MSC ou da Maersk na BTP seria “impossível” de ocorrer até a assinatura do contrato do Tecon Santos 10 e levaria de dois a três anos.
Dessa forma, o cronograma de saída de uma ou de outra coincidiria com a própria entrada em funcionamento do novo terminal de contêineres, o que garantiria a operação simultânea de contêineres pelas duas empresas enquanto o Tecon Santos 10 estiver em construção, segundo o grupo filipino.
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O porto paulista tem hoje três terminais de contêineres operando. Um deles é a BTP, no qual MSC e Maersk são sócias por meio de suas subsidiárias, com 50% cada. Os outros dois terminais são da Santos Brasil (controlada pela francesa CMA CGM) e pela DPW (Dubai Ports World).
