Desde a redemocratização, 42 mulheres disputaram a campanha presidencial ou como cabeça de chapa ou como vice (25 candidatas a presidente e 17 a vice). A participação de mulheres foi aumentando ao longo do tempo e serão sete mulheres disputando a corrida ao Planalto como titulares ou vices em 2026.
Para se ter ideia, somente nas eleições de 1989, a primeira depois da redemocratização, foram 43 homens como candidatos.
Em 2026, Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC) serão cabeças de chapa. As duas terão como vice Raquel Brício (UP) e Fabiana Torquato (DC) respectivamente, formando chapas totalmente femininas. Cleusa Santos (PCB) será vice de Edmilson Costa (PCB), Vanessa Portugal (PSTU) compõe com Hertz Dias (PSTU) e Suêd Nogueira será vice do veterinário Wilson Grassi.
A primeira candidatura foi de Lívia Maria Pio, pelo Partido Nacionalista (PN), em 1989. Ela foi a única mulher a disputar o pleito naquele ano e recebeu 179.925 votos, o que representou 0,27% dos votos válidos.
As eleições seguintes registraram um aumento no número de candidaturas. As urnas de 1994 tinham o nome Gardênia Gonçalves como vice de Espiridião Amin pelo PPR e Íris de Araújo vice de Orestes Quércia pelo PMDB. Naquele ano, outras duas candidaturas femininas foram indeferidas: Aldenora de Sá Porto e Nina Maria Alexin, pelo PBDDM, no que seria a primeira chapa feminina. Geralda Feliciano Coelho também não pode concorrer. Ela seria vice no PNSDC.
