As contas públicas estão batendo à porta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto o presidente se prepara para disputar um novo mandato em 2026.
Economistas consultados pelo CNN Money percebem uma mudança no discurso do governo. Ainda assim, a expansão de programas sociais em 2026 e a deterioração do resultado fiscal levantam dúvidas entre especialistas sobre a capacidade de manutenção desse compromisso após as eleições.
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Dados divulgados pelo Banco Central no fim de julho mostram que o setor público consolidado - formado pelo governo central, governos regionais e empresas estatais - registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho.
No mesmo mês de 2025, o déficit havia sido de R$ 47,1 bilhões. Na comparação anual, portanto, o rombo aumentou em R$ 8,2 bilhões.
No acumulado de 12 meses até junho, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 157,2 bilhões, equivalente a 1,19% do PIB.
Para Marcela Kawauti, economista-chefe e sócia da Lifetime Investimentos, o resultado é relevante não apenas por mostrar que o país gasta mais do que arrecada, mas também por seus efeitos sobre a trajetória da dívida pública.
Atualmente, o Brasil tem uma das maiores relações entre dívida e PIB entre as principais economias.
