O governo dos Estados Unidos avalia impor novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal britânico Financial Times.
O magistrado foi sancionado no ano passado pela Lei Global Magnitsky, sob acusação de violações de direitos humanos, mas as medidas foram posteriormente suspensas.
À época, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou Moraes de promover “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados”, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Segundo o Financial Times, agora Washington acusa o magistrado de perseguir Raimundo Cutrim, fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que deu informações relacionadas ao ministro do STF Flávio Dino.
Moraes na mira da imprensa internacional
O ministro voltou a estar no centro das atenções da imprensa internacional depois dessa perseguição. A Sociedade Interamericana de Imprensa, por exemplo, repudiou a postura de Moraes no dia seguinte à ação. Para a entidade, a situação representa “grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente”.
Moraes havia ganhado projeção internacional depois de entrar em conflito com o empresário Elon Musk e determinar o bloqueio temporário do X no Brasil.
A relação diplomática entre Brasil e EUA está abalada.
