A Casas Bahia informou que avalia realizar uma nova renegociação de suas dívidas, que poderá incluir um pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. A possibilidade foi comunicada neste domingo, 16, depois de a varejista divulgar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O resultado elevou o patrimônio líquido negativo da companhia para R$ 8,1 bilhões. A empresa acumula oito trimestres consecutivos de prejuízo e já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024 para reorganizar suas obrigações financeiras.
Casas Bahia: prejuízo tem forte impacto contábil
Apesar do valor bilionário, a maior parte da perda registrada no segundo trimestre não representou uma saída imediata de dinheiro do caixa. Cerca de R$ 9,1 bilhões do resultado negativo tiveram origem em efeitos contábeis não recorrentes.
Mesmo desconsiderando esses fatores, porém, a companhia registrou prejuízo ajustado de R$ 978 milhões, acima dos R$ 555 milhões negativos do mesmo período de 2025.
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Entre os principais impactos está uma baixa de R$ 5,7 bilhões relacionada a impostos diferidos (que a empresa não paga ou não reconhece imediatamente). Também pesaram no balanço despesas associadas ao fechamento de lojas, reorganização de pessoal e revisão de contratos.
A deterioração financeira levou a uma redução significativa da operação.
