O governo dos Estados Unidos avalia novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A discussão teria voltado à tona depois que Moraes autorizou buscas policiais contra o jornalista maranhense Luis Pablo Conceição Almeida, em março de 2026, levando à quebra de sigilo de fonte do jornalista. As informações são do Financial Times.
Entre as medidas, o jornal britânico menciona estarem o congelamento de ativos detidos nos EUA e a proibição de empresas e cidadãos norte-americanos fazerem negócios com os alvos das sanções.
A possiblidade de novas sanções tem relação direta com reportagens publicadas pelo jornalista Luis Pablo sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro do STF Flávio Dino e por familiares dele no Maranhão. Moraes, relator do caso no STF, sustenta que as informações veiculadas foram obtidas e divulgadas de forma ilegal.
O ministro também argumenta que o conteúdo das reportagens indica que o autor se valeu de algum mecanismo estatal para identificar e caracterizar os veículos empregados, o que permitiria a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades.
O jornalista nega todas as acusações.
Moraes tem sido alvo de críticas por causa da forma como tem conduzido o caso. Durante as investigações, a quebra do sigilo do jornalista levou os investigadores à principal fonte do jornalista: Raimundo Cutrim, ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão.
