As mídias físicas de jogos podem estar com os dias contados. O PlayStation deixará de fabricar discos a partir de janeiro de 2028, o XBOX ainda segue como um mistério e a Nintendo é a única que mantém certa autoridade nesse modelo de distribuição, embora os Game-Key Cards tenham gerado muitas críticas no primeiro ano do Switch 2.
Toda a incerteza em torno da situação é justificável, em especial quando colocamos na mesa o que de fato significa o fim das mídias físicas nos consoles.
A verdade é que não é de hoje que grandes empresas querem matar a mídia física. Há anos, até mesmo décadas, certas produtoras e fabricantes mostram descontentamento com o formato.
Sempre foi da cultura dos jogadores trocar e até mesmo vender jogos para outras pessoas, o que deixava os games mais acessíveis para quem não tinha tantas condições de pagar R$ 150 a R$ 200 em um título novo há 15 anos.
O grande problema é que as empresas não recebiam nada com esse "mercado de usados". O lucro vinha apenas quando as produtoras enviavam seus jogos para distribuidoras como a NC Games e varejistas como a UZ Games.
Essas lojas ganharam muita popularidade, em especial na década de 2000, momento em que as lojas digitais não estavam consolidadas. O jornalista Jason Schreier contou um pouco sobre a época em um vídeo em seu canal no YouTube.
