Os relacionamentos da Geração Z estão se tornando mais diversos, mas isso não significa que valores como diálogo, respeito e apoio emocional perderam importância. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios.
Ao investigar como jovens constroem seus vínculos afetivos, o levantamento identificou que o relacionamento aberto é mais de três vezes mais comum entre pessoas LGBTQIA+ (21,7%) do que entre jovens hétero/cis (6,5%), sem que isso reduza a importância atribuída à comunicação e ao cuidado emocional nas relações.
“Para grupos LGBT+, sair de modelos tradicionais de relação não é só uma questão de preferência estética, muitas vezes é uma resposta ao modelo de casamento hétero-monogâmico tradicional, que historicamente não foi desenhado pra incluir essas relações. Não é só “mais aberto”, é também “menos preso a um script que nunca coube”, afirma Paula Cisneiros, Antropóloga e Head de Pesquisa do InstitutoZ.
Entre os respondentes LGBT+, 21,7% afirmam já ter vivido um relacionamento aberto, percentual mais de três vezes superior ao registrado entre jovens hétero/cis, que equivale a 6,5%.
A pesquisa também aponta uma maior experiência com formatos menos convencionais de vínculo: 43,6% dos respondentes LGBT+ já passaram por relações indefinidas, contra 24,1% do grupo hétero/cis.
