Uma análise econométrica com base em dados do sistema de pagamentos e do mercado de trabalho brasileiro indica que o Pix, em conjunto com aprimoramentos mais amplos na infraestrutura de pagamentos, tem contribuído para a expansão do empreendedorismo no País nos últimos anos.
“Os resultados destacam a relevância do desenho do sistema de pagamentos como instrumento de política econômica, especialmente em economias emergentes, nas quais a digitalização pode ampliar oportunidades de trabalho por conta própria e de empreendimento em pequena escala”, afirmam os pesquisadores responsáveis pelo estudo.
O trabalho foi conduzido pelo professor de macroeconomia e finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Coppead), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Claudio de Moraes - que também atua no BC, na área de estabilidade financeira -, e por Aristides Andrade Cavalcante Neto, chefe do Departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada (Degef) do BC.
A análise avaliou a relação entre os dados do sistema de pagamentos e uma proxy de empreendedorismo criada pelos autores, que considera a razão entre o número de trabalhadores por conta própria e a população na força de trabalho.
As séries foram extraídas do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) e têm como base informações da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram considerados dados mensais de março de 2012 a agosto de 2025.
