Imigrantes marroquinos protestam em Ceuta em busca de asilo na Espanha no domingo (16)
Maria Alejandra Cardona/Reuters
Centenas de imigrantes marroquinos que entraram recentemente no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, realizaram um protesto em uma praia urbana popular neste domingo (16), pedindo asilo às autoridades espanholas.
Eles estavam entre as cerca de 5.000 a 8.000 pessoas que permaneceram em Ceuta após a travessia em massa da fronteira, ocorrida há duas semanas, que viu mais de 72 mil pessoas invadirem o pequeno território de cerca de 80 mil habitantes.
A grande maioria retornou voluntariamente nos dias seguintes.
Com os recursos da cidade sobrecarregados, a maioria dos imigrantes vivia em condições precárias na praia de El Trampolin ou nos arredores da cidade, enquanto aguardavam uma oportunidade para seguir viagem para a Europa continental.
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"Estamos dormindo perto do mar, com frio e mau cheiro. Estamos sofrendo muito", disse Ayoub Elarroud, de Tetouan, Marrocos, acrescentando que a polícia estava impedindo os imigrantes de irem ao centro da cidade.
Os manifestantes exibiam bandeiras espanholas e faixas com os dizeres "Não queremos voltar para Marrocos" e "Também somos humanos", enquanto entoavam slogans como "Estamos cansados" ou "Precisamos de uma solução".
Nas margens rochosas atrás deles, alguns imigrantes lavavam roupa enquanto outros pescavam com varas de bambu improvisadas.
Centenas de imigrantes protestam em Ceuta e pedem asilo
