O undervolt se tornou uma prática difundida entre entusiastas de hardware nos últimos anos, mas pode parecer um bicho de sete cabeças para quem não entende. Atualmente, temos placas de vídeo de alta potência vêm de fábrica com tensões acima do necessário, sendo essa uma margem extra, uma forma de assegurar que nada dê errado para o usuário em relação ao funcionamento do componente.
Ao contrário do overclock tradicional, que busca extrair até a última gota de performance independentemente do custo energético, o undervolt foca na eficiência do chip. A ideia central é simples, mas muito proveitosa: alcançar exatamente os mesmos níveis de desempenho, ou até ligeiramente maiores, consumindo significativamente menos energia e operando em temperaturas muito mais amigáveis.
O que é undervolt?
O undervolt é o processo de reduzir a tensão elétrica fornecida à GPU mantendo suas frequências de clock originais ou ajustadas. De fábrica, as fabricantes de placas de vídeo aplicam uma margem de segurança considerável na voltagem para garantir que 100% dos chips produzidos operem de forma estável, compensando pequenas variações de qualidade no silício. Isso significa que a imensa maioria das GPUs sai da caixa recebendo mais energia do que realmente precisa para funcionar na sua frequência ideal.
Por meio de softwares de ajuste, o usuário altera a curva de frequência por voltagem para eliminar esse excesso de tensão.
