Você provavelmente já teve contato, direta ou indiretamente, com um FIDC sem saber exatamente o que ele significa. A sigla corresponde a Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, uma modalidade que reúne recursos de investidores para aplicar em créditos que empresas têm a receber.
O tema foi destaque no quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Thiago Godoy no Resenha do Dinheiro desta semana.
Uma empresa que realizou R$ 100 milhões em vendas parceladas, por exemplo, só receberá esse dinheiro ao longo dos meses seguintes. Para antecipar esses recursos e reforçar o caixa, a companhia pode vender esses direitos creditórios para um FIDC, explica Godoy.
O fundo paga antecipadamente à empresa e, posteriormente, recebe os valores dos devedores. Os investidores, por sua vez, participam do fundo e podem obter retorno com os recursos aplicados nessas operações.
Os direitos creditórios podem ter diferentes origens, como recebíveis de cartão de crédito, financiamentos, crédito consignado, mensalidades, duplicatas e operações ligadas ao agronegócio.
Quais são os riscos de um FIDC?
Apesar de poder oferecer retornos atrativos, o FIDC não deve ser encarado simplesmente como uma alternativa de renda fixa que paga mais.
Se a rentabilidade oferecida for maior, normalmente existe um risco maior associado à operação. O principal deles é o risco de crédito: se as pessoas ou empresas responsáveis pelos pagamentos não quitarem suas dívidas, o fundo pode sofrer perdas.
