Está cada vez mais difícil estimar o volume do tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, já que mais embarcações passam pela região com os rastreadores desligados e as transferências de navio para navio ocultam a quantidade de petróleo que chega aos mercados globais, segundo analistas.
O tráfego pela via marítima permanece baixo e, embora o Irã e Omã estejam negociando sobre o trecho, não há sinais imediatos de um acordo.
O número de navios confirmados cruzando o Estreito de Ormuz varia de apenas alguns a cerca de uma dúzia por dia. Nem todos são petroleiros; muitos operadores ainda evitam utilizar o estreito devido aos ataques esporádicos com drones iranianos.
Treze embarcações transitaram na quinta-feira, de acordo com o grupo de inteligência marítima Windward, sendo quatro no sentido de entrada e nove de saída. Do tráfego de saída, quatro embarcações, incluindo um petroleiro carregado com 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita, navegaram com seus rastreadores via satélite desligados.
Na sexta-feira, os dados de navegação não mostraram trânsitos visíveis de petroleiros de petróleo bruto.
No mesmo dia, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que entre 8 e 9 milhões de barris por dia estavam passando por Ormuz em uma média móvel. Wright afirmou que os EUA tinham acesso a informações que faltavam às agências de rastreamento.
