A Casas Bahia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano e anunciou o fechamento de 298 lojas. Este é o oitavo trimestre seguido de prejuízos e já levou a companhia a reduzir o tamanho da operação, com fechamento de lojas e revisão do quadro de funcionários. A empresa também avalia mudanças no modelo de negócio e até uma nova recuperação extrajudicial ou judicial.
Segundo a empresa, o movimento é impulsionado por um “ambiente macroeconômico desafiador para o varejo brasileiro de bens duráveis, caracterizado por elevado custo de crédito e pressão sobre a capacidade financeira dos consumidores”.
“Além disso, houve uma redução nos limites de crédito concedidos por seguradoras a fornecedores, o que obrigou a companhia a reduzir seu volume de compras e, consequentemente, operar em uma escala menor”, afirmou a empresa na divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre.
Nesse cenário, a empresa admite explicitamente a possibilidade da RJ. “Dentre as medidas avalias pela Companhia e passíveis de potencial implementação estão medidas de reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”, disse.
Reestruturação da empresa
A administração ressalta que R$ 9,1 bilhões do prejuízo referem-se a itens não recorrentes e sem efeito imediato no caixa.
