O papa Leão XIV pediu neste domingo o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, em meio a uma onda de ataques de colonos militantes e um cerco à vila de Qusra, no território.
Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em um movimento que grupos de direitos humanos descreveram como uma ação coordenada para se apropriar de mais terras e avançar sobre o território onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.
“Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia”, disse o papa, sem mencionar confrontos ou ataques específicos.
“Peço urgentemente à comunidade internacional que tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura”, acrescentou o papa, após as orações do meio-dia em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.
O Vaticano há muito apoia a ideia de um futuro Estado palestino, que foi reconhecido por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU como abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou a construção massiva de assentamentos na Cisjordânia, que, segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa enterrar a ideia de tal Estado.
As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relacionado à ocupação militar.
