O desdobramento prolongado do USS Abraham Lincoln e a insistência do presidente dos EUA, Donald Trump, para que novos porta-aviões utilizem catapultas a vapor para lançar aeronaves, em vez de uma alternativa mais avançada, poderiam afetar a prontidão geral da Marinha, disse um especialista à Reuters.
“A Marinha enfrenta agora um desafio de prontidão, e a situação só vai piorar quando chegar a hora de pagar a conta desta guerra, tanto em termos humanos quanto financeiros”, afirmou Bryan Clark, pesquisador sênior e diretor do Centro de Conceitos e Tecnologia de Defesa do Instituto Hudson.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou na quinta-feira (13) que os relatos sobre as condições precárias a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Oriente Médio, foram “totalmente distorcidos”.
Na sexta-feira (14), Trump afirmou que o tempo de desdobramento do USS Abraham Lincoln “não foi nem de longe suficiente” e descartou as preocupações com as condições a bordo da embarcação, após dois veículos de imprensa especializados em assuntos militares relatarem a queda do moral e tentativas de suicídio entre a tripulação.
O porta-aviões está no Oriente Médio desde janeiro, apoiando o esforço de guerra dos EUA contra o Irã.
Uma autoridade americana, falando sob condição de anonimato, informou que o porta-aviões George Washington está a caminho da região para substituir o Lincoln. Segundo a autoridade, essa movimentação já estava planejada.
