A seca será um dos principais temas da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que começa neste domingo (17) em Ulaanbaatar, na Mongólia. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a frequência e a duração das secas aumentaram quase 30% desde 2000. No Brasil, o fenômeno atingiu as cinco regiões em julho de 2026, com 157 municípios em situação de seca severa.
De acordo com o Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), e com boletins do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a seca severa no país foi marcada por queda acentuada da umidade no solo, estresse hídrico na vegetação e perdas na agricultura.
O coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden, José Antonio Marengo, afirmou que o país apresenta tendência de ressecamento, com diminuição dos totais de chuva e aumento da temperatura. Segundo ele, o desequilíbrio entre precipitação e evaporação eleva o risco de agravamento das secas nos próximos meses.
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O avanço da estiagem também aparece em áreas rurais e territórios indígenas. No monitoramento recente do Cemaden, os territórios indígenas afetados pela seca severa passaram de três, em junho, para 17, em julho.
