Não é assunto mais urgente na campanha eleitoral que começa neste domingo, 16, do que recolocar as contas públicas novamente nos trilhos para que o país volte ao caminho do crescimento sustentável. A avaliação é do jornal Folha de S.Paulo, em editorial publicado neste sábado, 15.
Segundo o jornal, “a irresponsabilidade levou as contas públicas até a beira do precipício”, principalmente no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
“Não há justificativa para o acréscimo de mais de dez pontos percentuais do PIB à dívida em quatro anos. Não foi período de pandemia, quando o governo precisa aumentar despesas para amortecer os efeitos sobre a população”, diz o editorial.
“O PIB terá crescido 2,7% ao ano de 2023 a 2026, sendo praticamente certo que o pior desempenho do período será neste ano de eleições e de gastança ainda maior. O pior desempenho no último ano do mandato demonstra o quanto é insustentável um crescimento baseado preponderantemente nos gastos do governo”, prossegue a Folha.
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De acordo com a publicação, “prevaleceu a gastança” no governo Lula, que foi “o verdadeiro ministro da Fazenda de seu terceiro mandato”.
“Não fosse a independência do Banco Central, que Lula critica a mais não poder, os brasileiros teriam corrido sério risco de voltar a conviver com o drama da aceleração inflacionária, problema estrutural resolvido há mais de 30 anos”, opina a Folha.
