Pessoas com hipotireoidismo apresentam quadros mais frequentes e graves de AOS (apneia obstrutiva do sono), distúrbio em que as vias respiratórias colapsam repetidamente durante a noite, interrompendo a respiração e causando pequenos despertares. A conclusão é de um estudo publicado em maio na revista Sleep. De acordo com os resultados, pacientes que fazem reposição hormonal para tratar a disfunção da tireoide conseguem dormir mais e alcançam períodos mais longos de sono profundo.
A pesquisa foi financiada pela Fapesp e conduzida na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com participantes do Episono (Estudo Epidemiológico do Sono de São Paulo). Em sua 4ª edição, com dados coletados de 2018 a 2019, esse grande projeto de base populacional mapeou a qualidade do sono de uma amostra representativa de moradores da capital paulista.
A partir do banco de dados gerado pelo Episono 2018, os pesquisadores analisaram as informações de 761 paulistanos que passaram por exames laboratoriais e pela polissonografia, exame padrão-ouro que monitora diferentes parâmetros do sono durante uma noite inteira. O hipotireoidismo foi identificado em 12,6% dos participantes e, entre eles, quase metade (49,5%) apresentava apneia obstrutiva do sono.
“Esperávamos que a prevalência de apneia do sono fosse considerável entre pessoas com hipotireoidismo, mas o resultado foi mais elevado do que imaginávamos.
