O cineasta Aurélio Michiles lançou na 5ª feira (13.ago.2026) o filme “Honestino”, documentário com trechos dramáticos que reconstitui a trajetória do líder estudantil Honestino Guimarães. A obra retrata a militância de Honestino na Feub (Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília) e na UNE (União Nacional dos Estudantes), além do seu desaparecimento durante a ditadura militar, em outubro de 1973, aos 26 anos.
Em entrevista ao Poder360, Michiles relembrou a convivência com o militante durante o período de clandestinidade na capital paulista. Ele relatou que, em 1970, foi com Honestino ao Cine Bijou, na praça Roosevelt, em São Paulo, para assistir ao filme “Satyricon”, de Federico Fellini. Na ocasião, o líder estudantil estava foragido do regime.
Michiles o acompanhava apreensivo e disse que Honestino, ao perceber seu nervosismo, o segurou nos ombros e disse: “Calma, companheiro, a hora agora é de diversão. Vamos ao Fellini“. O cineasta também declarou: “Gui, como nós o chamavámos, era um jovem do seu tempo, sonhava numa mudança do mundo onde a justiça social fosse uma predominância“.
A ideia do longa-metragem surgiu a partir de uma troca de mensagens com Isaura Botelho, ex-companheira do militante, que enviou a Michiles um vídeo do neto do casal, Lucas, discursando durante a reinauguração da ponte Honestino Guimarães, em Brasília.
